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Polícia Estadual se pronuncia sobre o caso Batista

Cabelereiro Batista causa pânico na comunidade brasileira e é desmentido pela Polícia Estadual de Massachussets

O caso do cabeleireiro Batista GC Ecrasante, que no dia 21 de março afirmou em suas redes sociais, por meio de um vídeo, ter sido abordado por um Policial Estadual no trânsito, e que após pedir os documentos de Batista, o policial acionou o Serviço de Imigração (ICE), continua tendo grande repercussão entre a comunidade brasileira no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Cerca de 10 dias após o vídeo, o cabeleireiro fez outro vídeo em suas redes sociais afirmando ter sido parado novamente pela polícia, que acionou a ICE e então ele foi detido pelo o Serviço de Imigração. Devido  a uma reunião divulgada na internet esta semana, organizada pelo jornalista investigativo Thathyanno Dessa (Brazilian Globe) e a Mediadora Judicial Sue O´Brien. Estavam presentes também na reunião os policiais envolvidos no caso, a Tenente Fletcher, chefe da polícia estadual na área de Medford, e o oficial Butler, da Polícia Estadual, durante a reunião questionaram a respeito deste caso e os policiais afirmaram que isso não ocorreu.

Tudo começou no mês passado, quando Batista divulgou em suas redes sociais, videos contando sobre a abordagem policial que teria sofrido. Segundo ele, estava a caminho do Walmart em Saugus (MA), quando foi parado pela viatura. A abordagem que parecia rotineira, teve outro destino quando o cabelereiro entregou seu  passaporte europeu e o documento do veículo para os agentes, que imediatamente acionaram a Immigration and Costum Enforcement (ICE).

“Eles chamaram a ICE e começaram as perguntas, pediram meu passaporte e eu mostrei, viram que sou europeu, e perguntaram sobre meu Status. Disseram que eu tinha que abandonar o país”, contou Batista.

Batista tem 38 anos e é natural de Mantena, cidade mineira com cerca de 30 mil habitantes. Naturalizado português, vive em meio a comunidade brasileira, na região de Boston (MA), junto com seu companheiro Kleverson, o qual possui o veículo parado na ação policial, registrado em seu nome. “Perguntaram quem era Kleverson, eu falei que era meu companheiro. Perguntaram onde ele estava e eu falei que estava trabalhando, eles queriam ir atrás do Kleverson, para prender eu e ele”, afirmou o cabeleireiro.

Ainda segundo Batista, toda a ação durou cerca de uma hora e meia, e ele só não foi preso pela Imigração, porque tinha uma passagem aérea comprada de volta para o Brasil, com data para o dia 1 de maio. “Se eu não tivesse a passagem comprada, com certeza eu e Kleverson teríamos sido presos e deportados”, disse Batista, contou ainda que no dia 1 de maio terá que se apresentar no Centro de Imigração do Aeroporto para comprovar que realmente está saindo dos Estados Unidos.

Em um dos vídeos postados pelo cabeleireiro, ele afirma que foi levado para um escritório da ICE, em uma segunda abordagem policial, onde foi informado por uma tradutora, que ele já vinha sendo investigado pela Policia Imigratória, devido a cinco denúncias de uma mesma pessoa, dizendo que ele estava ilegal no país, dirigindo sem carteira de motorista e com uma carta de deportação expedida.

Ele contou ainda no vídeo que a tradutora fornecida pela ICE, disse à ele que o mesmo poderia ir embora de forma tranquila, pois não possuía ficha restrita na Imigração. “Eu tenho um aval da ICE, não tenho mais ficha suja, não tenho problemas com a Imigração dos Estados Unidos. Posso voltar quando eu quiser para os Estados Unidos, pois, estou saindo por livre e espontânea vontade”, finalizou Batista.

A polêmica sobre este caso do cabeleireiro Batista acabou criando pânico entre a comunidade brasileira do Estado de Massachusetts. E para esclarecer as dúvidas sobre o assunto, foi divulgada na internet esta semana, uma reunião realizada pelo jornalista investigativo Thathyanno Dessa (Brazilian Globe) e a Mediadora Judicial Sue O´Brien, que contou com a presença dos policiais envolvidos no caso, a Tenente Fletcher, chefe de polícia estadual na área de Medford, e o oficial Butler, da Polícia Estadual, e a imprensa brasileira local.

Durante a reunião, a Tenente Fletcher deixou claro para a comunidade brasileira, que o cabelereiro Bastista em momento algum foi preso, e que o Serviço de Imigração não foi chamado para ele. “Ele apenas recebeu uma notificação por estar dirigindo sem carteira e o veículo foi guinchado”, afirmou. Fletcher explicou como funcionam os procedimentos policiais e disse que veículos são parados apenas quando tem a descrição de algum suspeito procurado, se o motorista infringiu alguma lei de trânsito ou caso a placa esteja na lista de busca da Polícia Estadual. A Tenente ainda afirmou que não é tarefa da Polícia Estadual verificar status imigratório.

A chefe da policia disse ainda, que a Polícia Estadual está ali para servir a comunidade como um todo, para proteger e colocar a ordem e o cumprimento das leis, e também sente receio de quando um brasileiro necessitar da presença de um policial, ele não o faça por medo dos agentes, o que não deve haver. “Nós juramos proteger a comunidade. E eventos como este, é uma sabotagem ao esforço que nós temos com a proteção da comunidade”, finalizou a Tenente.

Texto: Talita Guerra, jornalista.

 

 

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